Equipe econômica quer cortar 40% do Proex Equalização
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terça-feira, 10 de março de 2015
Lisandra Paraguassu<br> Agência Brasil 
Brasília - Uma das principais promessas do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro Neto, à frente da pasta, o Plano Nacional de Exportações (PNE) terá sua apresentação adiada mais uma vez. Dessa vez, o ministério luta contra a intenção da equipe econômica em anunciar mais uma péssima notícia para os exportadores: o corte de 40% no Proex Equalização. No caso desse programa, o Tesouro Nacional assume parte dos encargos nos financiamentos concedidos por instituições financeiras, tornando-os compatíveis com os praticados no mercado internacional.
Sem grandes notícias para anunciar em um plano que já é, na melhor das hipóteses, uma série de boas intenções, o ministério tenta ganhar tempo para ter nas mãos um programa com menos a oferecer do que antes da sua existência. O Financiamento e Garantias às Exportações é um dos pilares do plano.
Na semana passada, Monteiro teve de admitir que havia perdido a primeira batalha com o Ministério da Fazenda. Apesar da defesa veemente da manutenção do Reintegra - programa que devolve parte dos créditos tributários a exportadores - em 3%, reconheceu que a manutenção, mesmo que em 1% neste primeiro ano, era uma vitória.
O ministro foi informado há cerca de dez dias, em uma reunião com a Fazenda, que a intenção era cortar o Proex Equalização em 40%. Poucas semanas antes, em entrevista no Palácio do Planalto depois da reunião de reinstalação do Conselho Nacional de Política Industrial, Monteiro havia defendido não apenas o Reintegra, mas também o Proex como essenciais para ampliar as exportações brasileiras.
O ministro afirmou que era um programa barato e com grande retorno, já que cada R$ 1 concedido permitiria aumentar em até R$ 20 as exportações e ajudaria a reduzir as vantagens de competidores estrangeiros com acesso a financiamentos com taxas muito mais baixas que as brasileiras. No entanto, em um ano de cortes que, segundo um assessor próximo da presidente Dilma Rousseff, serão "de chorar", o que tem entrado na conta é quanto se gasta, não o retorno.


