A oposição promete ser dura com a equipe econômica durante a audiência marcada para a tarde de hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Os ministros da Fazenda, Pedro Malan, do Orçamento Planejamento e Gestão, Martus Tavares e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, vão explicar aos senadores o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que garantiu um empréstimo de US$ 15 bilhões.
Os ministros serão questionados sobre o crescimento da dívida pública e os sucessivos aumentos na taxa básica de juros. O senador Ademir Andrade (PSB-PA), por exemplo, quer ouvir os motivos que levaram a dívida pública interna a ficar em 51% do Produto Interno Bruto (PIB), quando o ministro Malan havia garantido que não ultrapassaria 45% do PIB.
Segundo a senadora Heloísa Helena (PT-AL), os partidos de oposição não vão mais insistir nas constantes críticas à ida do Brasil ao Fundo Monetário, mas pretende discutir tecnicamente os termos do acordo. ''Queremos saber tim-tim por tim-tim quais são as contrapartidas que o FMI pediu''.

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