Equipe econômica discute aumento nas exportações
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domingo, 23 de setembro de 2001
Agência Estado<br> De Brasília 
Preocupado com a escalada do dólar e com a certeza de que o aumento das exportações é fundamental para o País enfrentar a crise, o presidente Fernando Henrique Cardoso convocou a equipe econômica para uma reunião de urgência hoje no Palácio do Planalto. O alarme que levou o presidente a chamar seus assessores principais para discutir medidas mais rápidas para incrementar as exportações foi o fechamento recorde do dólar na última sexta-feira, quando a moeda norte-americana atingiu a cotação de R$ 2,8350.
A convocação do presidente foi feita na própria sexta-feira, um dia de muito nervosismo e rumores no mercado, o que forçou o Banco Central a fazer seis leilões de títulos cambiais, sem conseguir interromper a disparada do dólar, e ainda desmentir os boatos de centralização cambial. Na reunião com o presidente, que está marcada para às 17h30, estarão os ministros da área econômica, o da Casa Civil, Pedro Parente, e o presidente do BC, Armínio Fraga.
A crise provocada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos comprometeu ainda mais o crescimento econômico global com impacto no comércio mundial. No Brasil, o aumento das exportações agora passou a ser visto como a saída principal para o País enfrentar a redução de fluxo de capital para os países emergentes e ter condições de fechar as suas contas com o exterior. Pois esta vulnerabilidade externa tornou-se um dos maiores temores das empresas brasileiras que têm buscado uma proteção cada vez maior no dólar, pressionando a cotação e contaminando outros mercados de ativos, como juros e ações.
A maior preocupação é saber como o Brasil fará frente aos compromissos externos principalmente em 2002. Este ano, os investimentos diretos serão suficientes para financiar 75% do déficit em transações correntes. E no próximo, o governo estima que, enquanto estes investimentos ficarão em US$ 18 bilhões, o déficit chegará a US$ 24,5 bilhões. Todas estas projeções, porém, assim como o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), foram fechados antes dos ataques terroristas aos Estados Unidos.


