Equipe da Folha
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sexta-feira, 26 de abril de 2002
Vânia CasadoEquipe da Folha 
Curitiba A Sanepar foi autorizada pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão de controle das bolsas norte-americanas, a fazer o lançamento de ações na Bolsa de Nova York. No mercado externo, serão colocadas inicialmente 100,8 milhões de ações preferenciais, sem valor nominal, sob a forma de American Depositary Shares (ADSs).
Além da estréia na Bolsa de Nova York, a Sanepar também estréia no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Simultanemaente ao lançamento de ações no mercado externo, a Sanepar também foi autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a emitir papéis no mercado interno, no valor de 43,2 milhões de ações. Nas duas modalidades de lançamento de papeís, as ações não terão direito a voto.
Nos Estados Unidos, o lançamento das ações será precedido de um workshop, evento que vai ocorrer no próximo dia 2 para vender a empresa no mercado norte-americano, ou seja os organizadores vão convencer os investidores norte-americanos a comprarem os papéis da Sanepar. O governador Jaime Lerner (PFL) estará presente no workshop.
O preço das ações da Sanepar será definido de acordo com a procura do papel no mercado. Atualmente a ação está cotada em R$ 26,75, que corresponde a US$ 11,33 no mercado externo. A perspectiva é que haja muita procura pelo papel em função do desempenho da empresa, que vem obtendo lucro operacional nos últimos anos. Analistas da Century Investimentos acreditam que no mercado interno o valor das ações da Sanepar deve ir para R$ 33,00.
A Sanepar informou que a oferta de papéis no mercado interno vai ocorrer de duas formas: uma para investidores do varejo e outra institucional. A oferta de varejo será destinada a pessoas físicas, que deverão aplicar um mínimo de R$ 500 e máximo de R$ 100 mil. O limite de investimentos para pessoas físicas corresponde a 10% da oferta globla das ações.
Os investimentos institucionais serão destinados a fundos de investimentos, fundos de pensão e entidades administradores de recursos registradas na CVM e autorizadas pelo Banco Central. O pedido de reserva de ações dos investidores institucionais deve ser feito no Banco do Brasil.


