Curitiba - Equipamentos de combate a incêndios adequados poderiam ter diminuído a proporção do fogo no armazém geral da empresa Fortesolo em Paranaguá, que pegou fogo na manhã de quarta-feira, informou ontem o Corpo de Bombeiros da cidade. O armazém de 2,3 mil metros quadrados que acondicionava 1,1 mil toneladas de algodão ficou completamente destruído.
Por falta de um sistema hidráulico adequado no local, foram necessários quatro viaturas de combate, seis caminhões-pipa, um caminhão da brigada do terminal de contêineres e um caminhão da guarda portuária. Foram usados cerca de 400 mil litros de água para apagar o fogo. O incêndio só foi totalmente controlado por volta das 2 horas da madrugada de ontem.
''Não sobrou nada para fazer vistoria. Nem temos como apurar a causa do incêndio. Se no local tivesse os equipamentos que são obrigatórios e ainda uma brigada de funcionários preparada, provavelmente o fogo nem teria se alastrado'', afirmou o major Luiz Henrique Pombo do Nascimento, comandante da operação.
No pátio onde fica o armazém existem mais sete, informou a Fortesolo. Mas nenhum outro foi atingido porque a preocupação dos bombeiros foi evitar que o fogo se alastrasse e não de salvar o algodão. Segundo o major Pombo, cerca de 40% dos armazéns gerais de Paranaguá estão fora das normas quanto a equipamentos de combate a incêndios.
O gerente da área do Recinto Especial para Despacho de Exportação (Redex) da Fortesolo, onde aconteceu o incêndio, Rogério Andrade, informou que a empresa não tinha os equipamentos porque não trabalha com produtos inflamáveis. Andrade informou que os funcionários até tentaram usar extintores, mas o fogo já estava alto. O gerente acredita que a causa do incêndio pode ter sido a autocombustão do algodão.

mockup