O Aeroporto Governador José Richa, em Londrina vai receber, até o fim do ano, três conectores climatizados projetados para fazer a interligação entre salas de embarque e desembarque e as aeronaves. É o Sistema ELO, que permite aos passageiros transitar, com conforto, segurança e acessibilidade, ao entrar ou sair dos aviões.

O Bonde antecipou a informação em agosto deste ano.

Com investimento de R$ 5,9 milhões, os conectores foram desenvolvidos a partir de uma parceria entre a Infraero e a empresa gaúcha Ortobrás, especializada em acessibilidade. O sistema tem 100% de tecnologia nacional e se diferencia da estrutura suspensa dos conhecidos "fingers" por estabelecer uma ligação com a aeronave a partir de uma passarela em solo que apresenta duas opções para chegar à porta do avião: por escada ou por um elevador, com capacidade para 225 kg, para uso de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida.

Imagem ilustrativa da imagem Equipamento para facilitar embarque no Aeroporto de Londrina sai ainda este ano
| Foto: Divulgação



A tecnologia empregada segue o conceito de sustentabilidade e, de acordo com os princípios da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, é adequada a aeronaves como o Boeing 737-800 e o Airbus 320. Esses modelos são comumente utilizadas pelas companhias aéreas brasileiras, nos quais a porta de desembarque fica a uma distância de 2,5 metros a 3,5 metros do solo.

O terminal de Londrina é o quarto aeroporto da Infraero a receber o sistema ELO. O Aeroporto de Palmas/Brigadeiro Lysias de Oliveira teve primeiro equipamento instalado no Brasil. Em seguida, os terminais de Porto Alegre (RS) e Joinville (SC) receberam a ferramenta de acessibilidade.

"Esse é um projeto inovador no País, que vai aperfeiçoar o atendimento aos passageiros, além de oferecer as melhores práticas de acessibilidade aos viajantes com deficiência e mobilidade reduzida", pontuou o diretor de Aeroportos da Infraero, Marçal Goulart.

Sistema versátil – A implantação do Sistema ELO é simplificada e não afeta a rotina dos aeroportos, uma vez que não exige obras de grande porte. Basta definir suas posições e montar a estrutura. Outra vantagem é que o ELO é modular, podendo acompanhar o planejamento do aeroporto, adaptando-se a eventuais mudanças.

O projeto do ELO ganhou o Prêmio de Inovação Tecnológica da TranspoQuip, a maior feira de infraestrutura para estradas, ferrovias, portos e aeroportos da América Latina, realizada dezembro de 2013, em São Paulo.

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