O quase equilíbrio da balança comercial no ano, anunciado anteontem, camuflou motivos de preocupação para o governo. O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Gianetti da Fonseca, afirmou que a queda acentuada das exportações nas duas semanas deste mês torna o saldo final da quinzena o pior resultado desde seu ingresso no governo, em março de 2000. O recuo dos embarques, para ele, aprofunda a percepção de risco da economia brasileira, já contaminada pela crise argentina.
‘‘Esse foi o pior resultado que amarguei desde minha vinda para a Camex’’, afirmou. ‘‘Prefiro o déficit na balança comercial com crescimento das exportações ao superávit com queda nos embarques’’, disse Gianetti. Segundo o secretário, os resultados da primeira quinzena de julho foram ‘‘anômalos’’ e ‘‘surpreendentes’’. Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicaram que, apesar do superávit de US$ 52 milhões acumulado no período, houve quedas de 12,4% na média diária de exportações e de 12,5% na de importações, em relação às de julho de 2000. No ano, a balança comercial acumula déficit de US$ 18 milhões, cifra tecnicamente avaliada como equilíbrio. (AE)

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