O Equador desvalorizou sua moeda, o sucre, em 15%, diante da difícil situação macroeconômica do país e a crise econômica internacional que afeta a América Latina, informou ontem o presidente do Banco Central, Luis Jácome. Ele disse que a nova banda cambial para cada dólar americano terá um piso de 5.833 sucres e um teto de 6.740 sucres, com uma paridade central de 6.270 sucres.
No mercado livre, a venda da moeda americana fechou em 5.625 sucres na sexta-feira passada e abriu a 6.200 sucres ontem, chegando até 6.700 sucres. Jácome acrescentou que a medida pretende preservar a solvência externa do Equador e reduzir a inflação de modo estável, que entre janeiro e agosto passado somou 24,7%.
A Colômbia já tinha desvalorizado sua moeda para enfrentar a crise, ganhando competitividade e barateando seus produtos, depois de apelar para suas reservas internacionais para evitar que se rompa o ‘‘teto’’ da banda cambial.
Segundo o diretor do Banco Central da Colômbia, Miguel Urrutia, a desvalorização do peso e seu posicionamento entre um mínimo de sete por cento e um máximo de 23% teve como meta responder a ‘‘preocupação dos mercados internacionais, que tinham que se acalmar’’.
As dificuldades no subcontinente começaram com a diminuição da demanda da Ásia, grande consumidora de petróleo, cobre, trigo, milho e açúcar. Esta demanda menor desequilibrou as balanças comerciais dos países latino-americanos, e portanto a cotação de suas moedas, que perderam valor contra o dólar. Por isso, seus mercados perderam o atrativo para os investimentos estrangeiros. Este aspecto foi um dos que mais prejudicou o Equador.Edison Riofrio/France PresseTombo súbitoEquatorianos trocam dinheiro em banco em Quito: nova banda cambial agora é de 5.833 a 6.740 sucresFrance Presse

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