Enxurrada de feiras preocupa lojistas
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sexta-feira, 19 de maio de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Nunca o consumidor curitibano teve tanta opção para comprar roupas de inverno em feiras e exposições. Do início do ano até agora já foram feitas 15 feiras e ainda faltam pelo menos mais 10, que já estão com autorização para acontecer. A quantidade assusta lojistas e os tradicionais organizadores de feiras, que querem colocar um basta no que consideram um exagero. Desde ontem, mais duas feiras do vestuário foram abertas na cidade: a Moda Inverno 2000, no pavilhão de exposições do Parque Barigui, e a Feimalhas, no Marumbi Expocenter.
A Moda Inverno 2000 vai até o dia 28 e é considerada uma das maiores feiras de varejo no setor. Em sua terceira edição, ela reúne 120 pequenos e médios expositores do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
A enxurrada de feiras começou com as exposições de malhas e lãs do Sul de Minas Gerais. Foram quatro feiras organizadas em diferentes pontos da cidade e praticamente sem intervalo entre uma e outra, durante o mês de março e abril. Os expositores de Minas invadiram a cidade, trouxeram produtos com preços em conta e vestiram a população curitibana. Deve ser feita pelo menos mais uma feira de malhas do Sul de Minas em junho deste ano.
A quantidade de exposições começa desagradar os lojistas, que temem perder clientela nas tradicionais lojas de roupas. A Associação Comercial do Paraná já se manifestou contrária ao excesso de feiras. A ACP quer uma mudança na lei municipal, para que se limite os locais para expor os produtos.
Mas não são apenas os lojistas que estão preocupados. Os tradicionais organizadores de feiras em Curitiba também se sentem ameaçados. O gerente de Marketing da Diretriz Empreendimentos, Jackson Hara, diz que a situação não pode continuar assim. Virou festa. Nós temos que acabar com esta quantidade desenfreada de feiras de roupas na cidade, protestou.


