O atual presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, não vê a possível privatização da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) – prevista para outubro desse ano – como obstáculo para levar adiante os planos de expansão da telefônica londrinense, que tem a empresa de energia como sócia. ‘‘É claro que temos uma certa expectativa, mesmo porque, se houver a venda, teremos uma situação nova’’, observa.
Mas tudo vai depender, na sua opinião, da visão de telefonia da empresa que adquirir a Copel e, consequentemente, 45% das ações da Sercomtel. ‘‘Se essa nova sócia tiver interesse em telefonia, poderá ser uma parceira importante para nós’’, diz ele. A Sercomtel tem especial interesse no anel de fibra ótica da Copel, que atinge todo o Estado, afirma Francisco Roberto. Com esta tecnologia, as possibilidades de agregar serviços às áreas em que a empresa londrinense já atua são grandes, como a transmissão simultânea de dados, voz e imagem, ele exemplifica.
Outra possibilidade é de que a nova dona da Copel não tenha interesse em telefonia e venda suas ações para um terceira grupo. Neste caso, também pode haver um aporte de capital e crescimento da empresa. Mas Francisco Roberto não descarta a hipótese de uma provável compradora querer reduzir parte da estrutura funcional da Sercomtel em Londrina, concentrando atividades em outros centros para reduzir custos. ‘‘Isso é possível’’, diz. (B.B.)

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