Envolvidos em cartel podem ser presos
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quinta-feira, 25 de outubro de 2001
Cláudia Lopes<br> De Londrina 
O procurador do Ministério Público Federal, Mário Ferreira Leite, afirmou ontem que pode pedir, brevemente, a prisão preventiva dos envolvidos no cartel de combustíveis em Londrina. O procurador afirmou que, cada vez mais, há indícios de manipulação de preços no setor. Ontem, Leite recebeu da Caomé, de Maringá, um documento no qual a distribuidora explica porque suspendeu o fornecimento de produtos ao Posto Manancial, único a aderir ao termo de ajustamento de conduta que limita a margem de lucro entre R$ 0,12 e R$ 0,18.
''A alegação da Caomé não convenceu e é um forte indício de manipulação de mercado. Acredito que a distribuidora está sendo pressionada a não vender para o posto.'' Segundo ele, a Caomé diz ter recebido um telefonema anônimo, em que uma pessoa afirmou que a UEL coletou uma amostra de combustível no local, que estaria contaminada. ''A empresa nem sabia se a informação era verdadeira. A UEL não faz esse tipo de trabalho.''
Leite disse que a Caomé também alegou ter informações de um arresto (apreensão judicial de bens de devedor) no posto, que aconteceria anteontem, e que o Manancial estaria com uma ação de despejo sentenciada. ''Mas se o cliente paga à vista essas informações não têm importância.''
A Caomé voltou a fornecer produto para o Manancial ontem. O responsável pela análise de combustíveis da UEL, Olívio Galão, disse que a universidade não fez análises no posto. Até o fechamento desta edição, oficiais de justiça faziam a penhora e retirada de combustível do Manancial. A medida atende decisão em ação movida pela FIQ Distribuidora de Derivados de Petróleo, devido a uma dívida do posto no valor de R$ 48 mil.


