Entusiasmo do mercado esfria e Bolsa volta a cair após anúncio de pacote fiscal
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terça-feira, 15 de setembro de 2015
Agência Estado 
A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, 15, pressionada principalmente pelas ações da Petrobrás, da Vale e de algumas siderúrgicas. A queda da Bolsa é vista por analistas como um movimento de correção ao entusiasmo relâmpago da véspera, com o anúncio de novas medidas de ajuste fiscal pela equipe econômica. Os investidores reagem com cautela em meio à desconfiança sobre o sucesso do governo em conseguir aprovar no Congresso medidas como a reedição da CPMF. As incertezas dos investidores fazem o dólar subir.
Às 11h20, o Ibovespa caía 0,31%, cotado aos 47.137 pontos. No pregão anterior, o principal índice de ações do mercado brasileiro fechou em alta de 1,90%, aos 47.281 pontos. Na mesma faixa horária, o dólar avançava 0,97%, negociado a R$ 3,856, após fechar cotado a R$ 3,819 na véspera.
Da China, as notícias não são positivas para a Bolsa, pois o minério de ferro voltou a cair no mercado internacional e as bolsas de Xangai e Hong Kong fecharam em queda.
Outro sinalizador do descontentamento dos investidores são as taxas de juros no mercado futuro, que sobem em meio à desconfiança sobre o sucesso do pacote fiscal.
Nesta manhã, o Credit Suisse revisou suas projeções para as principais variáveis macroeconômicas do Brasil em 2015 e 2016, entre elas Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O banco prevê agora que a economia do País deverá recuar 3% neste ano e 1,5% no próximo ano, ante previsões anteriores de quedas de 2,6% e 0,8%, respectivamente.
Para o câmbio, a instituição financeira espera que o dólar encerre 2015 cotado a R$ 4,25, subindo para R$ 4,50 em 2016. As estimativas anteriores eram do dólar cotado a R$ 3,40 e a R$ 3,60, respectivamente. Já para a inflação, as projeções para o IPCA foram revisadas de 9,4% para 9,5% em 2015 e de 6,5% para 7,3% em 2016.


