São Paulo - Segundo o levantamento realizado pela ACNielsen, 65% dos brasileiros estão mais otimistas neste ano em relação ao poder de compra, e essa confiança é ainda maior entre os consumidores das classes C e D. Perguntados sobre o que fariam no caso de o orçamento aumentar, 73% responderam que poupariam, enquanto 27% prefeririam gastar. E os gastos mais intensos se dariam justamente no setor de alimentos.
Para se ter uma idéia, 69% dos entrevistados que pertenciam à classe C disseram que voltariam a comprar alimentos caso a sua renda aumentasse. O mesmo número de pessoas afirmou que aumentaria o volume de compras, enquanto 80% afirmaram que comprariam as marcas de preferência. Na classe D, 63% aumentariam as compras e 80% também voltariam às marcas líderes.
''Isso demonstra que o consumidor de classe C, D e E não está preocupado somente com preço, mas também com qualidade e sempre que tem oportunidade consome as marcas líderes'', apontou Lynch. ''Outra importante conclusão que tiramos desses dados é que estão aumentando as vendas das marcas de maior valor agregado, o que representa uma gradual recuperação de margens da indústria.''
De acordo com a pesquisa, as marcas de alimentos de maior valor agregado cresceram 51% na primeira metade deste ano. No início de agosto, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) divulgou que a produção física de alimentos industrializados subiu 5,18% no primeiro semestre deste ano frente igual período de 2003. De acordo com a pesquisa conjuntural realizada pela entidade, as vendas reais do setor, deflacionadas pelo índice de alimentos industrializados e semi-elaborados da Fipe, aumentaram 4,28% de janeiro a junho em comparação com a primeira metade de 2003. (AE)

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