Curitiba - Os proprietários de postos de combustíveis estão preparados para o reajuste no litro do valor do álcool - que ocorre sempre entre os meses de novembro a abril. O período é de entressafra, quando não existe mais cana-de-açúcar para colher e as usinas ficam praticamente paradas. Os estoques é que garantem que os preços não disparem, como ocorreu em 2005 e em 2006. De acordo com o economista do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), Dizonei Zampieri, a tendência é de alta de preços. Mas em níveis mais equilibrados.
''A situação é estável até o momento e sempre fica até novembro, quando começa a entressafra com pequena recuperação de preços. Principalmente no preço do álcool por causa da relação estoque e consumo. O consumo permanece, os estoques reduzem e isso se reflete na bomba, no consumidor final'', explicou Zampieri. Este ano, os preços de comercialização da cana-de-açúcar para o produtor estão 23% menores do que no mesmo período do ano passado. Na usina, os preços caíram 18% para o álcool. Hoje, o produtor vende a cana por R$ 28,21 a tonelada. A usina revende a R$ 0,658 o livro do álcool hidratado. O distribuidor repassa o álcool a valores que variam entre R$ 0,738 e R$ 1,139 o litro. Nas bombas, os postos de combustíveis revendem ao consumidor o álcool num valor de R$ 0,850 a R$ 1,490 o litro.
''Não temos como saber como ficará o preço do produto. Tudo vai depender dos estoques e isso ainda não está muito claro. O certo é que os estoques não serão tão pequenos como foram no ano passado. Podemos ter alta tímida'', reforçou o economista. A área plantada de cana-de-açúcar na safra 2007 aumentou em 25,7%. São 555 mil hectares voltando aos patamares de 2004. A cana que vai para industrialização também teve o montante reforçado em 25%, chegando a 39,5 milhões de toneladas em 2007. Do que é industrializado, 1,5 a 1,6 bilhão de litros serão transformados em álcool combustível (crescimento de 4,2% em relação a 2006).
Para exportações, o volume de álcool cresceu significativamente: 87%, chegando a 283,6 milhões de litros exportados num preço de US$ 0,50 por litro (valor caiu 12,8% com relação ao mesmo período de 2006). O Paraná é hoje o segundo maior produtor de cana-de-açucar, absorvendo 11% da safra nacional. O maior produtor é São Paulo, com 60% de tudo o que é produzido no setor.

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