Os preços da maçã e da poncã subiram entre 30% e 40% para o consumidor nos últimos dias. A alta dos custos é reflexo do aumento no atacado, registrada na Central de Abastecimento de Londrina (Ceasa). No comércio em larga escala, os índices de aumento foram bem maiores: entre 20% e 150%. A explicação é bastante simples: o período é de entressafra das frutas o que, consequentemente, contribui para uma significativa alta de preços.
Na Ceasa, o mercado londrinense está sendo abastecido por frutas ''importadas'' de outros Estados. No entanto, devido ao alto preço da poncã - que foi comercializada ontem por R$ 30, a caixa de 22 quilos - alguns supermercados deixaram de vender a fruta. Segundo explica Iniberto Hammerschmidt, coordenador estadual de Olericultura da Emater/PR, na Região Norte do Estado, a colheita de maçã tem início no final de novembro, prosseguindo até janeiro. Já a colheita no Sul do Estado começa em dezembro, indo até maio.
''As maçãs que estão no mercado agora são frigorificadas, que os produtores estão desovando agora. Essas maçãs frigorificadas perdem seu sabor característico e ficam 'farinhentas', com sabor semelhante ao da argentina, que também é armazenada em frigoríficos'', explica Hammerschmidt. Para os consumidores que apreciam a poncã, a dica é substituí-la pela murcot, que ainda está no período de safra. A fruta tem casca mais fina, fica mais difícil descascá-la mas seu sabor é semelhante ao da poncã.

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