Entressafra da cana desacelera atividade industrial no Paraná
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quarta-feira, 04 de janeiro de 2012
Luciana Cristo <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A atividade industrial registrada no mês de novembro no Paraná apresentou queda de 0,84% na comparação com o mês anterior. O resultado sofreu grande impacto do setor de refino de petróleo e produção de álcool, que teve decréscimo de 4,35% na produção, em decorrência da entressafra da cana-de-açúcar.
Levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), divulgado ontem, aponta que esse resultado marca o declínio considerado normal de final de ano que deve continuar até o Carnaval. Em 2012, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o setor industrial deve crescer 2,3%, menos que o Produto Interno Bruto (PIB), que tem previsão de alta de 3%.
Na análise do economista da Fiep, Roberto Zurcher, o Paraná deve ser menos afetado por essa desaceleração. De acordo com ele, o significativo polo automobilístico do Estado, além do setor de combustíveis, pode contribuir para um bom desempenho da indústria do Paraná durante este ano. ''Se as condições climáticas não atrapalharem o agronegócio, que é a principal atividade do Paraná, teremos um crescimento na economia, estimado em 3% a 4%. O Paraná vem crescendo acima da média nacional'', sustenta o economista.
Quanto à 2011, o acumulado dos 11 primeiros meses comparados com igual período de 2010 apresentou desempenho positivo de 6,07% na indústria paranaense. Valores referentes a todo o ano passado devem ser divulgados apenas no início de fevereiro.
Para o economistas da Fiep, a queda na indústria verificada no penúltimo mês do ano passado é pequena. ''Novembro é um mês em que a atividade industrial tende a diminuir, naturalmente. E, em dezembro, quando já foram feitas as entregas para as vendas de final de ano e muitas indústrias têm férias coletivas, as atividades industriais param e retomam em março'', afirma.
Setores sensíveis
Além do setor de petróleo e álcool, outro gênero com grande participação na indústria estadual e que teve redução, em comparação com outubro foi o de alimentos e bebidas, com queda de 2,95%. Já o setor de veículos automotores teve expansão de 0,37%.
Dentre os itens que apresentaram maior redução em novembro, em relação a outubro, estão couros e calçados (-20,61%) e móveis e indústrias diversas (-5,06%), nos quais houve redução da demanda. Na outra ponta, os maiores aumentos foram nos gêneros produtos de metal (19,39%), fruto da entrega de encomendas; vestuário (17,70%), decorrente das vendas da moda primavera-verão e máquinas e equipamentos (10,04%), que teve recuperação com vendas e exportações de máquinas agrícolas e de eletrodomésticos da linha branca.


