Entidades também podem ser empresas
Diferente do que muita gente pensa, as ONGs não são exclusividade de países em desenvolvimento. Elas também estão presentes em países da Europa e nos Estados Unidos, mas trabalham de maneira muito diferente nesses locais. Lá as ONGs têm uma participação ativa na economia. Nos Estados Unidos o terceiro setor é responsável por 35% do PIB, enquanto que no Brasil ele responde por apenas 3%, disse o advogado André Carvalho.
De acordo com o contador Cesar Susumu Kavassaki, é preciso tirar da cabeça das pessoa a ideia de que ONGs não podem dar lucro e exercer atividades comerciais e de serviço. As associações precisam ser encaradas como empresas. Elas devem ter uma visão mais de negócios e menos de filantropia. A maioria das ONGs nasce para ser sustentada por recursos de governo e isso não é permanente. Quando os repasses acabam, a maioria não consegue se manter, afirmou.
Outra alternativa apresentada pelos especialistas para resolver a questão das ONGs, é incentivar o trabalho dentro das empresas. Muitas já têm algum tipo de atividade no terceiro setor e nem sabe, com parcerias entre funcionários e comunidade. Além de conseguir um desconto em impostos, as empresas dessa forma se incluem nas questões de responsabilidade social e ambiental, tão cobradas pelo mercado atual, completou Carvalho.
Alguns países desenvolvidos já se recusam a fazer negócio com empresas que não cumprem seus papéis junto à comunidade e ao meio ambiente. Nosso trabalho também é mostrar para os empresários que eles ganham montando ONGs e oferecendo sua estrutura para trabalhos sociais, que vão gerar emprego e desenvolvimento para a cidade, comentou Kavassaki. (H.F.)





