Entidades se unem pelo desenvolvimento do Oeste
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sexta-feira, 17 de julho de 2015
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Instituições privadas e públicas se uniram na mesorregião Oeste Paranaense para acelerar o desenvolvimento de seus 54 municípios, entre eles, Cascavel, Foz do Iguaçu e Toledo. Há dois anos, elas criaram o Programa Oeste em Desenvolvimento. E, depois de adotarem uma metodologia, definiram cinco eixos estruturantes e sete cadeias produtivas como foco de suas ações.
"Percebemos que havia muitas ações isoladas e que precisavam de interação. A ideia é organizar as iniciativas que cada instituição realiza em busca do desenvolvimento da região", afirma Flávio Rocha, responsável técnico pelo programa. Ele é funcionário do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), uma das instituições que deram início ao Oeste em Desenvolvimento. Além do PTI, participam da governança do programa o Sebrae, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná (Caciopar), a Itaipu Binacional, e a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop).
Rocha conta que são cinco os eixos estruturantes: de infraestrutura e logística; de pesquisa e desenvolvimento; de energia renováveis; de crédito e fomento; e de capital social e cooperação. Alguns deles, já têm ações e objetivos definidos. "No caso da infraestrutura e logística, buscamos a duplicação das rodovias da região e a construção de um aeroporto regional", ressalta.
O eixo de energia renováveis também já está definido. "Trabalharemos com projetos de biogás e de energia fotovoltáicas", afirma. Ele lembra que a Itaipu já dispõe de um centro internacional de biogás, o que torna mais fácil o atingimento do objetivo de desenvolver esse tipo de energia na região. "A proposta do programa é substituir, ou pelo menos complementar, a utilização da energia elétrica nas granjas e grandes indústrias por biogás", explica. Em relação à energia solar, o projeto ainda está em desenvolvimento.
Rocha já vê resultados no trabalho realizado até agora. "Nós conseguimos reunir os projetos que estavam isolados. Foi criada a frente parlamentar para o desenvolvimento da região na Assembleia", exemplifica.
Consultor do Sebrae, Augusto Stein é gestor do programa. Ele conta que foram definidas sete cadeias produtivas consideradas como "propulsivas". "São as que têm mais capacidade de gerar renda e emprego na região", declara. Quatro das sete são cadeias de proteína animal (frango, leite, suíno e peixes). As outras são: cadeia agroalimentar; material de transporte; e turismo. "Não são as únicas, mas são as mais importantes", afirma.
Cada cadeia, de acordo com ele, terá plano de ação próprio. Na semana que vem, serão realizados workshops para validar os estudos preliminares realizados nas quatro cadeias de proteína animal. "Depois da validação, faremos os planos de ação", informa. O gestor explica que, "em paralelo", o programa desenvolve ações complementares como o Compra.Oeste. "O objetivo é incentivar as instituições públicas da região a comprarem das empresas da própria região", ressalta.
O Oeste em Desenvolvimento não existe juridicamente. As instituições que participam dele têm termos de cooperação firmados. Algumas cedem funcionários para se dedicarem exclusivamente ao programa. Seis pessoas atuam na secretaria executiva, que funciona no PTI.
Mais informações: www.oesteemdesenvolvimento.com.br


