Newton Gibson, presidente da Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga (ABTC), afirma que os efeitos das ações policiais para reprimir o roubo de cargas "são ainda muito tênues".
"A sociedade, de um modo geral, clama por uma ação mais efetiva, para acabar de vez com essa prática", afirma. "A regulamentação da Lei Negromonte poderia, sim, produzir efeitos positivos, caso fossem criadas unidades de polícia especializada para cuidar destes casos, conforme foi feito em Pernambuco, uma polícia destinada exclusivamente a apurar esses crimes."
No Paraná, entidades representativas também cobram a regulamentação da Lei Negromonte, além da lei estadual para cassar a inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS dos estabelecimentos que trabalham com cargas ilícitas, furtadas ou roubadas.
"Uma lei complementa a outra: a Lei Negromonte criaria um sistema de prevenção e repressão e a Lei nº 16.127 puniria quem recebesse carga de origem duvidosa. Punindo o receptador, você quebra a cadeia criminosa. Se há quem compre, os crimes continuam. São duas boas leis, mas que ficam paradas no tempo (devido à falta de regulamentação)", diz o coronel Sérgio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar).
"São mecanismos que ajudariam a reprimir esses crimes", concorda Gilberto Cantú, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar). (F.G.)

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