Kraw PenasTércio Alburquerque, do DRTOs trabalhadores da construção civil começam a receber treinamento e orientação para evitar acidentes. Os cursos vão ser dados nos canteiros de obras por técnicos do Sindicato das Empresas da Construção Civil (Sinduscon), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e Copel. As três entidades junto com a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) estão equipando cinco carros modelo ‘‘Vans’’ para levar os instrutores até as obras, no interior do Estado.
A meta é reduzir o número de acidentes na construção civil e conscientizar o empregado a se prevenir. A DRT revela que a construção civil é o segundo setor com maior índice de acidentes, no Estado. São 106,7 casos a cada 100 mil trabalhadores. A área que mais responde pelos acidentes é a da indústria extrativista com 135,3 casos a cada 100 mil trabalhadores. A indústria de transformação aparece em terceiro lugar com 70,3 acidentes.
As empresas da construção e a DRT atribuem a responsabilidade do alto número de acidentes à imprudência do trabalhador. ‘‘Eles se recusam a usar equipamentos de segurança, alegando que o capacete incomoda e que o cinto de proteção aperta a barriga’’, exemplificou o delegado da DRT, Tércio Albuquerque.
As entidades acreditam que um programa intenso de seminários e cursos vai reduzir os acidentes. Em Londrina, a DRT, Sinduscon e Sindicato dos Trabalhadores fizeram um projeto pioneiro na construção civil e há dois anos não se registra nenhuma morte por acidente de trabalho.
A Copel participa do programa para ensinar o trabalhador a evitar acidentes com energia elétrica. Segundo o superintendente regional de Distribuição da Copel, Humberto Sanches Filho, a cada mês há um trabalhador que tem um acidente grave ao manipular fiação elétrica. ‘‘Esperamos reduzir os índices em 50% no prazo de um ano’’, afirmou Sanches.

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