Entidades querem plano diretor para portos
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Comissão Mista para Controle Social do Complexo Portuário do Paraná, composta por diversas entidades da sociedade civil organizada, apresentou ontem, em Curitiba, um relatório preliminar de suas atividades, em que defende a criação de um plano diretor para os portos de Paranaguá e Antonina. O documento traz críticas aos atuais gestores dos portos, a quem acusa de terem se omitido do debate proposto pelo grupo. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), não quis se manifestar sobre o assunto.
A apresentação do relatório aconteceu na sede do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), que coordenou os trabalhos da comissão, criada em outubro do ano passado. Participaram dos debates representantes de quase quarenta entidades. Segundo o presidente do Crea, Alvaro José Cabrini Junior, a elaboração de um relatório preliminar marca apenas o início da discussão que as entidades pretendem promover. ''É o começo de um trabalho de mobilização por causa da falta de zelo e de cuidado com o patrimônio público'', disse.
Apesar disso, o relatório aponta poucos problemas pontuais que acontecem especialmente no porto de Paranaguá. Entre eles, o da dragagem do Canal da Galheta. O documento defende que a Appa deveria adquirir uma draga própria, o que resolveria as constantes interrupções na dragagem. Em geral, o relatório trata apenas de questões genéricas. Defende a manutenção dos portos sob o controle do poder público estadual e a elaboração de um plano diretor para o complexo portuário. ''Esse colapso todo acontece em virtude da falta de planejamento estratégico, fato latente no país. Os governantes não têm priorizado os investimentos em infra-estrutura necessária ao imperativo desenvolvimento nacional'', diz o documento.
''O porto é nossa porta de entrada e saída para o mundo e precisamos de um planejamento estratégico'', declarou Cabrini Junior. Segundo ele, o plano não se limitaria a apontar melhorias na infra-estrutura do porto, mas também a abranger toda a cadeia produtiva do Estado. ''Não queremos apenas apontar que reformas têm que ser feitas no porto, mas que projeto de desenvolvimento o Paraná quer. O porto é apenas uma ferramenta para se alcançar esse desenvolvimento'', explicou.


