Os órgãos e empresas presentes no II Fórum de Gás Natural Veicular (GNV), realizado ontem em Curitiba, decidiram produzir um documento identificando os pontos falhos na cadeia de GNV. A intenção é que cada entidade envolvida com o combustível busque soluções para garantir a segurança no projeto.
''Na busca por um preço mais barato, as empresas não estão se preocupando muito com a segurança e o meio ambiente'', afirmou um dos coordenadores do fórum, Sandro Cruppeizaki. Segundo o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado do Paraná (Sindirepa), muitas oficinas oferecem apenas a conversão básica para que os veículos utilizem o GNV. Essa versão pode ser até R$ 1,2 mil mais barata que a completa, porém torna o gás mais poluente.
A partir de 1º de dezembro os fabricantes de cilindros vão precisar de certificação do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para venderem os produtos. De acordo com o tecnólogo do Inmetro, Ítalo Domênico, outras normas de segurança ainda não têm data para entrar em vigor, como a certificação do órgão às oficinas convertedoras e o lançamento do selo GNV, para ser usado nos veículos alterados.
Segundo Domênico, uma câmara técnica do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) está avaliando como serão os critérios de emissões de resíduos do GNV. ''Queremos reforçar que o GNV é seguro, desde que se respeitem as normas para instalação nos veículos. A orientação é utilizar apenas as oficinas homologadas.''
A carta produzida no fórum será nacional. No Paraná, as entidades que deverão apontar soluções para a segurança no uso do GNV são a Sindirepa, Compagás, Inmetro, Detran, Senai, distribuidoras do combustível e fabricantes de kits para GNV e de cilindros.

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