São Paulo - Representantes dos produtores e das indústrias de soja têm uma reunião agendada com o ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto, e com representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para terça-feira (15). Eles vão propor mudanças nas regras dos leilões de Prêmio de Equalização da Soja (Pesoja) e do Prêmio de Equalização ao Produtor (Pepro).
A idéia é que as mudanças sugeridas pela Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aumentem a participação das tradings nos leilões promovidos pelo governo.
As alterações são em dois pontos principais, desburocratização para escoamento e antecipação de pagamento aos produtores de parte do chamado valor de referência. Pelas normas atuais, as indústrias precisam comprovar o escoamento do grão depois da realização do leilão. O ponto de entrave, no entanto, é que boa parte da soja já foi entregue a empresas esmagadoras e, em alguns casos, já foi processada ou mesmo exportada.
''Os leilões foram uma boa ferramenta de ajuda ao setor, mas veio tarde. Com os problemas de armazenagem temos que abrir espaço para a soja e outros produtos. Queremos uma flexibilização nesse ponto'', afirma Rui Prado, presidente da Aprosoja.
Outro pedido é que seja as indústrias sejam autorizadas a antecipar o pagamento aos produtores de parte do chamado valor de referência, formado pelo preço de mercado da soja mais o valor do prêmio adquirido nos leilões. A idéia é que as empresas paguem, por enquanto, apenas o valor de mercado aos agricultores para que em janeiro de 2007, quando o governo remunerar as indústrias, o valor referente ao prêmio seja repassado aos produtores. ''Não nos importamos de receber apenas parte do valor agora e o restante em janeiro. As empresas estão sem caixa neste momento e não têm como nos pagar o valor integral'', afirma Prado.

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