O coordenador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS), Arnaldo Muller, avaliou que os municípios, através de exigências simples, poderiam ampliar os postos de trabalho criados com a construção da UHO. Entre as sugestões, ele lembrou que os municípios poderiam exigir que o reflorestamento da área fosse realizado pelas prefeituras, além da liberação da represa para a exploração da piscicultura. ‘‘Os prefeitos poderiam exigir que este trabalho fosse realizado pela prefeitura através de repasse de recursos com o aproveitamento de mão-de-obra e mudas locais’’, explicou.
Ele também sugeriu a implantação de tanques-rede para aproveitar o potencial da piscicultura. O ambientalista explica que estas medidas podem assegurar a geração de empregos depois de concluída a obra. ‘‘Os postos de trabalho são temporários, mas os prefeitos podem utilizar a etapa de negociações para obter vantagens mais duradouras para a comunidade’’, disse.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS) juntamente com a Associação Brasileira de Defesa Ambiental foram responsáveis por uma ação civil pública ambiental, no início do ano, para exigir garantias em relação a execução dos projetos de compensação ambiental e social previstos no Relatório de Impacto Ambiental (Rima). A direção do IDS informou que a ação está em juízo, mas admitiu que foram feitos vários avanços na comunicação entre a empresa concessionária e os municípios. Muller observou que os ambientalistas estão cautelosos em relação ao desenvolvimento do projeto, mas alertou que as entidades ambientais vão continuar acompanhando o processo para solicitar comprovações de que as exigências do Ibama foram cumpridas. (B.T.)

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