Entidades querem discutir operadora
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) são entidades que gostariam de participar da comissão que vai discutir o aporte para a Sercomtel, caso sejam convidados pelo prefeito Alexandre Kireeff. Os presidentes das duas entidades elogiam a disposição do prefeito em discutir o assunto com a sociedade, mas têm entendimentos diferentes sobre o futuro da telefônica municipal.
Para Flávio Balan, presidente da Acil, se o aporte se revelar realmente necessário, é hora de reavaliar a Sercomtel como empresa pública municipal. "Temos um sócio que ainda está bem das pernas. Vamos aproveitar e ver se não é esse o melhor caminho", diz ele, mostrando-se afinado com a proposta de fusão com a Copel. De acordo com Balan, manter uma empresa pública só porque ela é o "orgulho da cidade" seria uma decisão equivocada.
O presidente do Sinduscon, Gerson Guariente, pensa o contrário. "Temos uma empresa enxuta, que foi construída com o suor de todos nós, que gera negócios na cidade", afirma. Ele acredita na viabilidade da empresa. Segundo Guariente, o problema é que a telefônica sofreu durante o mandato do ex-prefeito Barbosa Neto. "Fizeram um desmatamento lá dentro."
O empresário diz que não é cliente Sercomtel apenas porque não foi agradado pela empresa nos últimos quatro anos. "Cliente quer ser agradado, quer ser tratado com carinho", afirma. (N.B.)





