O Fórum Regional de Luta por Terra, Trabalho, Cidadania e Soberania, composto por 40 entidades de Foz do Iguaçu, marcou o começo do processo de privatização da Copel, ontem, com protestos. Integrantes da organização passaram o dia em frente à agência central do Banestado, apontada por eles, como símbolo dos reflexos negativos provocados pela venda das estatais.
Sindicalistas, membros de associações, de pastorais e dois vereadores de partidos da esquerda (PT e PCdoB) distribuíram folhetos apresentando argumentos para impedir a venda da companhia elétrica. ‘‘Para se construir o patrimônio da Copel, seriam necessários investimentos de aproximadamente R$ 14 bilhões. Enquanto o governo Lerner apresenta o valor patrimonial contábil como sendo de apenas R$ 4,9 bilhões de reais’’, descreve o documento.
Além de distribuir os pafletos, os manifestantes instalaram faixas em frente ao Banestado e montaram uma banca de coleta de assinaturas para o abaixo-assinado em apoio ao Projeto de Lei que sugere a revogação da Lei 12.355, de 8 de dezembro de 1998, que autoriza o Executivo a vender as ações da Copel, entregando o controle acionário à iniciativa privada.

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