Entidades pedem solução contra pombas
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sexta-feira, 15 de julho de 2005
Reportagem Local 
Maringá Entidades ligadas ao campo e lideradas pelo Sindicato Rural de Maringá formalizaram ontem à tarde documento endereçado à superintendência estadual do Ibama pedindo solução urgente para controle da proliferação de pombas silvestres nas lavouras da região. Culturas de soja, trigo, sorgo e girassol correm o risco de se tornarem inviáveis do ponto de vista econômico-financeiro por causa dos estragos provocados pelas aves.
Na correspondência, as entidades apresentam dados técnicos que asseguram que, em relação ao girassol, em fase de colheita neste momento, as perdas variam de 40 a 90%. Em Floresta (25 km a oeste de Maringá), muitos produtores não vão colher porque a receita não cobriria os custos diretos de produção.
Nas lavouras de sorgo, trigo e soja, a cada ano, agravam-se os prejuízos provocados pelas pombas silvestres conhecidas popularmente como ''amargosas''. Além do problema na área rural, o aumento da população dessas aves pode trazer sérias consequências também na área urbana, provocando doenças e contaminação. Porém, a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), prevê pena de detenção de seis meses a um ano e multa para quem matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
O mesmo rigor penal recai sobre quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural. Em contrapartida, os agricultores não aceitam que as amargosas inviabilizem lavouras comerciais e base de sustentação financeira de milhares de propriedades rurais.


