Entidades pedem prudência
Um dos diretores da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) em Curitiba, Laertes Freitas, diz que a entidade, apesar de concordar com a pauta de reivindicações, desconhece os organizadores do protesto e teme que haja bloqueio total das rodovias. Ele diz que um representante da CNTA estará hoje em Brasília para discutir a situação com o ministro dos Transportes. Dentre os pleitos, Freitas destaca o subsídio para o diesel, no caso de profissional autônomo, e dilatação no prazo de pagamento dos financiamentos de veículos juntos ao BNDES.
O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, afirma que as reivindicações dos caminhoneiros autônomos são as mesmas dos empresários. Ele cita o alto preço dos combustíveis, dos juros para financiamentos, a péssima infraestrutura e o valor defasado do frete. "Só não concordamos com a forma como essa greve está sendo conduzida, porque os caminhoneiros estão parados há muitos dias e isso causa desabastecimento, penalizando a população", diz.
Malucelli também afirma desconhecer os líderes do movimento, mas pede bom senso à categoria. Segundo ele, as entidades empresariais do setor se reúnem hoje e amanhã, em Salvador (BA), para formalizar uma pauta de reivindicações a ser entregue para o governo federal. (C.F.)





