Entidades pedem intervenção no mercado de trigo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de dezembro de 2004
Equipe da Folha 
Curitiba Os presidentes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, e da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, João Paulo Koslovski, enviaram ontem um pedido conjunto ao Ministério da Agricultura para que o Governo Federal promova emergencialmente novas intervenções e assegure a fluidez ao mercado do trigo. Mais da metade da safra de seis milhões de toneladas do grão está parada no Paraná devido a problemas na comercialização. As informações são da assessoria de imprensa da Faep.
''Os mecanismos disponibilizados pelo governo não estão surtindo efeitos'', assinalam os dirigentes. A triticultura brasileira atingiu pelo segundo ano consecutivo uma produção que representa cerca de 60% do consumo nacional, substituindo importações de mais de 2 milhões de toneladas de trigo. Meneguette e Koslovski advertem que ''os produtores investiram em tecnologia e conduziram as lavouras com eficiência, tendo o clima contribuído para concretizar uma produção de boa qualidade''.
Com as vendas paralisadas há mais de 30 dias, os preços recebidos, em negócios esporádicos, estão abaixo do Preço Mínimo de Garantia (PGPM, com uma perda de R$ 50por tonelada. Para proporcionar o escoamento da safra, Koslowski e Meneguette solicitam a implementação de medidas urgentes.
Entre as propostas estão o aumento do valor do Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) Norte/Nordeste; criar o PEP-fob pelo preço mínimo, ficando o frete por conta da CONAB, direcionado para o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Norte e Nordeste do País; além de emergencialmente, o governo autorizar cabotagem com navios de outras bandeiras.
Para a FAEP e Ocepar é necessário também promover novos leilões de Contratos de Opção de Venda na quantidade equivalente a 650 mil toneladas, e prorrogar o pagamento das três primeiras parcelas dos financiamentos de custeio de trigo para vencimento parcelado após a última prestação prevista no contrato original.
Entre as propostas está a liberação de Aquisição do Governo Federal (AGFs) até o limite de 200 mil toneladas anunciadas pelo Governo, ampliando o limite por produtor de 800 sacas para 1.500 sacas, além de ampliar recursos de Empréstimo do Governo Federal (EGF) ao custo de crédito rural, acompanhados de um aumento no limite de crédito das cooperativas, indústrias e produtores.


