Entidades pedem agilidade no projeto de lei da LOG
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Nelson Bortolin <br>Reportagem Local 
Representantes da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) acompanharam ontem os diretores da empresa LOG Commercial Properties e Participações numa visita à Câmara Municipal. Eles pediram aos vereadores celeridade na aprovação do projeto de lei 208/2012, que transforma um terreno de propriedade da empresa de Zona Comercial 5 (ZC5) em Zona Industrial 2 (ZI2).
Na área, localizada no entroncamento da PR-445 com a BR-369, a LOG pretende construir um centro logístico, que pode gerar até 2,5 mil empregos, segundo o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), anexo ao projeto. A mudança é necessária porque o zoneamento ZC5 não permite edificações com mais de 9 metros de pé direito e o negócio exigirá 15 metros.
O projeto de lei é alvo de denúncia feita ao Ministério Público pelo advogado Ronaldo Neves. Ele alega que o motivo da alteração no zoneamento não é aquele afirmado pela empresa, e sim a intenção da LOG de aproveitar melhor a área. Segundo o Plano Diretor de Londrina, os proprietários precisam reverter ao Município 35% das áreas a serem edificadas em zonas comerciais. Já, no caso de zonas industriais, esse porcentual cai para 3%.
"Na verdade, esta denúncia ao Ministério Público foi promovida por uma empresa concorrente da LOG", afirma o presidente da Acil, Flávio Balan, que acompanhou os representantes da empresa na Câmara. Segundo ele, não há nada de irregular no caso e o pedido feito aos vereadores foi para que aprovem o projeto ainda nesta Legislatura, que tem sua última sessão no dia 20 de dezembro.
O Ministério Público ainda não se manifestou a respeito da denúncia. A FOLHA tentou conversar com os dirigentes da LOG, mas não conseguiu localizá-los. Também não foi possível entrevistar, até o fechamento desta edição, o presidente da Câmara, Rony Alves (PTB).


