Entidades não querem usina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de novembro de 2000
Israel Reinstein De Curitiba 
A instalação da usina termelétrica da Cofepar não agradou ambientalistas e entidades de classes em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Preocupados com o impacto ambiental e a degradação da qualidade de vida da cidade, essas entidades estão realizando reuniões com as promotorias do Meio Ambiente e do Trabalho de Araucária, nas quais não descartam um pedido para impedir o funcionamento da usina.
As entidades sabem que o processo de combustão por resíduos de petróleo é poluente. Por isso, planeja-se a contratação de técnicos independentes que analisem o impacto dessa usina, afirmou a presidente da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar), Lídia Lucaski. Junto com a Amar, estão participando das discussões os sindicatos dos petroleiros (Sindipetro), dos funcionários das indústrias químicas (Sindiquímica), dos engenheiros (Senge), além da Secretaria Municipal da Saúde e o Centro Metropolitano de Saúde dos Trabalhadores.
O tesoureiro do Sindipetro, Jaime de Oliveira Ferreira, disse que os moradores da cidade temem que Araucária se torne Cubatão cidade industrial de São Paulo. Ele afirmou que a categoria está se mobilizando em todo o País para que a Petrobras mude a base energética das usinas de petróleo.


