O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), a Confederação Nacional de Turismo (CNtur), a Frente Parlamentar de Turismo e a Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) estão se unindo para criar um programa emergencial de combate ao desemprego, que tem a meta de gerar, em dois anos, 600 mil empregos no setor.
Uma série de eventos que deverão encerrar-se na quinta-feira, está sendo realizado desde a noite de ontem, no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu, para discutir a proposta.
O 12º Congresso Brasileiro de Gastronomia, Hospedagem e Turismo, 6º Congresso do Mercosul de Gastronomia, Hospedagem e Turismo e a 1ª Convenção Brasileira da CNtur começariam na noite de ontem, com a presença do governador Jaime Lerner, do ministro do Esporte, Turismo e Juventude, Rafael Greca e de Caio Luiz de Carvalho, presidente da Embratur.
‘‘Estamos convencidos de que o turismo é um instrumento poderoso de combate ao desemprego’’, disse a deputada federal Nair Lobo (PMDB-GO), presidente da Frente Parlamentar de Turismo, que chefia uma bancada de 150 parlamentares.
Nair participará de vários encontros para diagnosticar os principais problemas encontrados em diferentes regiões do País e elaborar um plano detalhado de incentivo aos pequenos empresários do setor. ‘‘A frente está sendo reorganizada nesta legislatura’’, revelou.
‘‘Temos consciência de que se apoiarmos a ampliação de pousadas e de pequenos e médios hotéis alcançaremos resultados mais imediatos’’, lembrou a deputada. ‘‘Enquanto um emprego na indústria custa R$ 400 mil para ser gerados, no turismo este mesmo emprego custa R$ 10 mil’’, sustentou Nelson de Abreu Pinto, presidente do CNtur.
Abreu Pinto informou que Foz do Iguaçu foi escolhida como sede dos eventos por ser considerada pela entidade como uma porta de entrada para o ecoturismo no País, ramo mais promissor da atividade e o que mais tem potencial de ocupação de mão-de-obra.
‘‘Vamos lutar para que os recursos já liberados para o Sul e o Nordeste contemplem também, no próximo ano, outras regiões em que o problema do desemprego é mais grave’’, afirmou a deputada. ‘‘O turismo passou de atividade acessória e se transformou em setor estratégico da economia’’, avaliou.Ney de SouzaEntidades unidasA deputada Nair Lobo, da Frente Parlamentar do Turismo e Nelson de Abreu Pinto, da CNturLúcio Flávio Moura
Especial para a Folha

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