Entidades lançam três prêmios sobre economia
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quinta-feira, 02 de maio de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promovem às 19h30 de hoje o lançamento de três premiações para estudantes e profissionais do Estado que contribuíram para a produção científica na área. O evento será no Auditório do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e terá prêmios de até R$ 5 mil. No local, o economista Luciano DAgostini ainda dará uma palestra, com o tema "A Semiestagnação da Economia Brasileira".
O 23º Prêmio Paraná de Economia vai distribuir um total de R$ 9 mil em prêmios. Serão analisados trabalhos de conclusão de curso de estudantes com título de bacharel em ciências econômicas obtidos em 2012. Os temas serão divididos em economia paranaense, pura e aplicada. "O importante é incentivar a pesquisa acadêmica e a aplicação na área", diz o chefe do departamento de economia da UEL, Azenil Staviski.
No 8º Prêmio BRDE de Desenvolvimento do Paraná, o foco serão artigos científicos sobre o papel de bancos de desenvolvimento no crescimento da economia, formas de atuação e perspectivas futuras. Podem participar estudantes, professores e economistas, que disputarão prêmios de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Também será apresentado o 5º Prêmio Economista Paranaense do Ano, para valorizar o trabalho de profissionais da área, de comentaristas econômicos e de jornalistas, no setor acadêmico ou no mercado. "Buscamos valorizar a categoria e fazer com que os alunos se aproximem do Corecon", diz o delegado do Corecon em Londrina, Laércio Rodrigues de Oliveira.
O encontro é aberto ao público e as inscrições de trabalhos vão até o dia 24 de maio. A premiação será em agosto, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3336-0701 ou pelo e-mail [email protected].
Palestra
O Brasil perde a chance de fazer a economia crescer. A opinião é do economista Luciano D'Agostini, que integra o Grupo Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tratará hoje da semiestagnação no País, em palestra que encerra o evento na UEL.
Ele afirma que o momento é de famílias empregadas, mas endividadas. Com gargalos de infraestrutura e a falta de uma reforma fiscal abrangente, o consumidor ainda sofre com a inflação em alta e o empresário, com o Custo Brasil e o câmbio desfavorável. Cenário que, para ele, deveria levar a uma redução dos juros para favorecer os investimentos, como ocorreu recentemente na União Europeia, e não de elevação da taxa básica, a Selic, de 7,25% para 7,50%, como fez o Banco Central brasileiro no mês passado. "O País precisa investir em portos, infraestrutura e rodovias. Como convencer o empresário a investir se os juros aumentam?"
Mas é a reforma tributária que mais daria resultado, na opinião dele. O economista também pretende falar de como o atual cenário do setor imobiliário, com preços elevados em relação ao salário do trabalhador, e a baixa escolaridade interferem. "O currículo do trabalhador brasileiro hoje é de primeiro grau incompleto, o que mostra a necessidade de se investir em educação."


