Entidades incentivam empresas a participar de licitações
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O Sebrae de Londrina deu início ontem a uma pesquisa que visa apontar as oportunidades de licitações abertas por órgãos públicos para compras previstas em 2014. O levantamento será disponibilizado a micros e pequenos empresários, por meio do Programa Compra Londrina, que busca incentivar a participação dessas empresas nos processos licitatórios para compras de produtos no município.
O projeto, segundo o consultor do Sebrae, Sérgio Osório, já vem se desenhando desde 2011 e agora está sendo implantado de forma efetiva. Ele destaca que Londrina tem um grande potencial nessa área, que ainda é pouco aproveitado e poderia garantir bons rendimentos ao empresariado local. "Pelo nosso levantamento temos 63 empresas que fazem compras através de licitação. A grosso modo é possível estimar que há um potencial de R$ 500 milhões em compras, anualmente. Mas essas empresas têm dificuldades em achar fornecedores locais", destaca o consultor.
Por isso, além de apontar as oportunidades, o Programa tem como meta levar mais informações aos empresários sobre as vantagens e características específicas desse tipo de comercialização. "As compras públicas, no passado, deixaram uma imagem negativa para o empresário. Mas as coisas mudaram. Hoje em dia, por exemplo, temos a lei de responsabilidade fiscal que disciplina e garante o recebimento de pagamentos", afirma Fábio Cavazotti, vice-presidente do Observatório de Gestão Pública de Londrina. "Teremos capacitações, pois as licitações têm uma série de particularidades. Mas é menos complexo do que se imagina e, hoje em dia, o poder público tem pagado melhor do que a iniciativa privada", ressalta o consultor do Sebrae.
Para inserir ainda mais os micros e pequenos empresários no mundo das licitações, a Associação Comercial de Londrina (Acil) criou um Bureau de Negócios, que terá como papel buscar os possíveis futuros fornecedores da cidade. "Já fizemos isso em caráter experimental e sentimos uma resposta muito boa. Agora vamos fazer uma abordagem mais efetiva com os empresários. Temos que desmistificar essa ideia de que as vendas públicas são operações de alto risco", declara Diego Menão, superintendente da Acil.


