O presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras) em Londrina, Wilson Obara, garante que a desoneração vai reduzir os preços ao consumidor. "Ainda é cedo para dizer quanto", afirma. Segundo ele, contadores e tributaristas estão analisando a medida e só depois será possível dizer quanto ela irá beneficiar os compradores. "Recebemos a notícia com muita alegria. Acreditamos que é um passo importante que o governo está dando", ressalta.
Já o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Fernando Teruo Yamada, disse que os consumidores sentirão a redução nos preços a partir de hoje. De acordo com ele, as carnes e os produtos de higiene devem cair numa média de 6%, enquanto os demais itens que compõem a cesta básica devem diminuir 3%. Segundo Yamada, a desoneração integral da cesta, deve chegar ao consumidor em até duas semanas. Isso porque parte deste repasse também depende da indústria.
"Não temos muita noção de quanto será esse repasse. Chegará ao menor nível possível, pois estamos fazendo a nossa parte. Todos devem repassar o máximo do benefício, levando o imposto para próximo de zero", disse ontem o presidente da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), Edmundo Klotz.
A Abia prevê um crescimento das vendas de alimentos de 5% a 6% neste ano, independentemente da desoneração. "Não vai mudar muita coisa, pois as vendas de alimentos não crescem de repente, como as vendas de automóveis", declara. (N.B./ Com agências)

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