A Associação Comercial do Paraná ingressou ontem com uma ação civil pública de responsabilidade na 15 Vara da Justiça do Trabalho contra o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana por entender que a greve provoca prejuízos não só para a classe empresarial, mas inclusive aos trabalhadores.
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região (TRT9), desembargador Ney José de Freitas, publicou a portaria nº 2/2011, que suspende os prazos para comprovação de recolhimento de depósito recursal e de pagamento de custas processuais e emolumentos. Conforme a Portaria, os prazos estão suspensos a partir do dia 1º de fevereiro. O pagamento deverá ser comprovado até o terceiro dia útil após o término da paralisação das atividades bancárias.
Ontem, os vigilantes fizeram uma manifestação em frente à empresa do presidente do sindicato patronal, a Special Servive, no bairro Uberaba, em Curitiba. Depois disso, os empresários decidiram reabrir as negociações. No início da noite de ontem, os trabalhadores tiveram uma reunião com o sindicato patronal para tentar negociar uma solução, mas que foi adiada para hoje à tarde.
Os trabalhadores querem o INPC mais 5% de aumento real, a elevação do adicional de risco de 10% para 15% e o aumento do vale-refeição de R$ 12,00 para R$ 15,00.
O dirigente sindical André Peixoto disse que ontem já tinham alguns trabalhadores da categoria que estavam ''furando a greve'' que começou no dia 1º de fevereiro. (A.B.)

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