Entidades e empresas assumem papel de treinar mão de obra
Toda vez que a economia brasileira cresce um pouco acima da média histórica de 3,5%, 4% alguns problemas ficam mais e mais evidentes. A falta de infraestrutura é notória, os meios de transportes são ineficientes, há o medo do apagão nas fornecedoras de energia elétrica. Hoje o País sofre também com outro tipo de apagão, o de mão de obra qualificada. Esta semana a FOLHA publicou matéria mostrando que construtoras estão importando mão de obra de fora para atender a demanda da cidade. Empresas de vários setores estão fazendo o mesmo. Na outra ponta sobram pessoas procurando ocupação nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
O problema é grave entre os adultos que perderam emprego e procuram recolocação e a realidade das empresas mostra que maioria dos jovens que procura oportunidade de trabalho também não está preparada para as vagas oferecidas.
Por todo o Brasil abrem-se novas faculdades formando uma legião de universitários, porém, a realidade do mercado mostra que a necessidade emergencial é por quadros técnicos. E não são criados cursos técnicos na mesma proporção que o mercado necessita.
A extinção dos cursos técnicos no ensino médio contribuiu para agravar este contexto, pois com o curso técnico o jovem adquiria uma profissão e ingressava na universidade com mais maturidade para absorver os conhecimentos oferecidos pela graduação.
Sem opção, empresas e entidades estão tentando suprir esta necessidade criando cursos próprios para treinar mão de obra. Entre estas entidades está o Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr). ''As empresas de contabilidade de todo o Brasil são a porta de entrada para inúmeros jovens que buscam ingressar no mercado de trabalho. É um dos setores que mais oferece oportunidade para o primeiro emprego. Porém nem todas estas empresas têm condições de arcar com os custos de treinar esses novos trabalhadores'', diz o vice-presidente do Sescap-Ldr Jaime Junior Silva Cardozo. Segundo ele, foi por isso que o Sindicato criou a Escola Oficina, que faz parte do programa de Responsabilidade Social da entidade. A Escola é coordenada pela diretora Marisa Ribeiro Furlan.
Dos mais de 200 jovens que passaram pela Escola Oficina desde sua primeira edição, a grande maioria está empregada. ''A Escola Oficina é a Menina dos Olhos do Sescap-Ldr. Temos muito carinho pelo projeto e, por meio dele, já conseguimos treinar e capacitar jovens que hoje prestam serviços em diversas empresas da cidade'', diz Jaime Cardoso.
Letícia Cristina de Jesus Pereira, de 17 anos, é um deles. Ela participou da última turma da Escola Oficina e já está trabalhando. A adolescente ficou sabendo do curso oferecido pela Escola Oficina meio que por acaso. ''Um vizinho me informou sobre o curso. Como eu queria trabalhar, me inscrevi e não me arrependo'', diz ela, feliz por ter conseguido o seu primeiro emprego.
Por outro lado as empresas que estão contratando estes jovens também estão sendo beneficiadas. Um exemplo é a Reúne Contabilidade que contratou um dos jovens formados pela Escola Oficina. Segundo a contadora Adriane Carraro Lopes a experiência tem sido muito positiva. ''A funcionária que passou pela Escola Oficina teve um aprendizado mais rápido da rotina de nossa empresa. Ela trouxe também noções do departamento de Recursos Humanos e o que ensinamos aqui foi assimilado mais rapidamente. Estamos bem satisfeitos'', afirma Adriane.
Fonte: Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr)
Cláudio Osti - MTB-PR 2217
(43) 3338-9626 - 9995-9380
Skype: claudioosti
MSN [email protected]
Londrina-Pr





