O segmento da construção civil recebeu com satisfação o anúncio do Governo sobre a liberação de créditos e a redução de impostos para incentivar o setor. Os representantes das entidades de classe foram unânimes em afirmar que a ação governamental sinaliza um ato de inteligência e mostra a tentativa de atender aos apelos que o setor vem fazendo há algum tempo. Os representantes, entretanto, também lembraram que ainda existem muitos ajustes a serem estabelecidos.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil em Londrina (Sinduscon-Norte), Junker de Assis Grassiotto, as medidas vão beneficiar diretamente o setor na cidade. ''A liberação de crédito para a habitação vai atingir principalmente o setor imobiliário, que representa em média um terço da construção civil. Mas em Londrina esse mercado é maior e, por isso os reflexos serão proporcionais'', acredita.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns itens da cesta básica da construção devem movimentar o mercado. Na opinião de Grassiotto, a extinção completa do imposto de importação do cimento foi crucial. ''É lógico que se o preço do cimento cai, ele que é o produto mais representativo da construção civil, todo mundo sai favorecido'', pontuou.
Um pouco mais cauteloso, mas ainda assim satisfeito, o presidente do Sinduscon-Paraná, Júlio Araújo Filho, comentou que o anúncio do Governo foi positivo, mas com ressalva. ''Ainda esperamos por uma redução da carga tributária, principalmente das micro e pequenas empresas.''
Ele comentou que a redução do IPI foi interessante, mas que na prática isso não deve representar nem 2% de redução na construção de uma casa. Araújo ainda salientou que espera que o crédito para habitação que o Governo está destinando seja aplicado na construção de novos imóveis e não apenas em reformas residenciais. ''Isso movimenta o mercado da construção, mas não gera empregos e não diminui o déficit habitacional'', disse.
O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, destacou que a ação do Governo foi um ganho muito grande para o setor. ''Aliás quem mais vai ganhar é o consumidor, pois o IPI é um dos impostos que mais pesam nos produtos da construção. Essa redução foi fundamental'', acrescentou. Para Conz, o Governo agiu com inteligência e mostrou que está atendendo aos pedidos do segmento. ''O nosso apelo agora passa a ser a redução das taxas de juros'', sinalizou.
Os representantes da rede Bordignon em Londrina também comentaram, por meio da assessoria de imprensa, que consideram positivas as ações do Governo. Eles acreditam que as medidas devem ocasionar uma redução no custo final dos produtos, à medida que as indústrias passarem para os preços a redução tributária.

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