Representantes de entidades representativas de Londrina lançaram ontem de manhã o movimento contra a alta abusiva dos preços. O objetivo é fazer avaliações periódicas da cadeia produtiva de vários setores. O movimento, denominado ‘‘Pacto Londrina’’, pretende evitar que fornedores repassem altas injustificadas, prejudicando o consumidor. A reunião contou com representantes de sindicatos patronais ligados ao setor da construção civil, agropecuária, indústria e comércio.
O presidente do Sindicato Rural de Londrina, Edson Ponti, disse ontem que na próxima terça-feira será feita uma primeira reunião para analisar a cadeia produtiva do milho. A reunião, aberta a todos os segmentos, será com o consultor Paulo Molinari, que vai fazer uma análise detalhada do mercado de grãos.
‘‘Pretendemos convidar os setores mais frágeis da cadeia produtiva, que são os agricultores e os consumidores’’, afirmou Ponti. Segundo o empresário, a idéia é que a reunião resulte na formação de um comitê que possa acompanhar a evolução dos preços da cadeia do milho. A intenção é que outros setores possam fazer encontros do gênero.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, explicou que a entidade pretende participar do movimento porque varejistas e pequenos industriais acabam sendo vítimas de aumentos considerados abusivos.
‘‘Eles se vêem impedidos de repassar os aumentos e acabam sofrendo prejuízos’’, afirmou Orsi. Segundo explicou, a entidade poderá participar informando o comportamento do comércio e indústria. ‘‘É preciso contribuir para a estabilidade da moeda, não podemos deixar que oportunistas destruam o que foi conseguido nos últimos anos’’, afirmou ele.
Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Galli, vários setores estão registrando aumentos de produtos que não têm ligação com a cotação da moeda americana. ‘‘Precisamos evitar que os preços subam sem justificativas’’, afirmou.

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