O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e do Sindicato da Indústria Metalúrgica (Sindimetal), Valter Orsi, concorda com o estudo da UFPR. Segundo ele, as desonerações deveriam priorizar os segmentos da indústria com mais dificuldade de competir com os produtos estrangeiros. "Quem ganha é o Brasil", ressalta. Na visão de Orsi, o segmento automobilístico, por ser mais organizado, consegue mais
benefícios junto ao governo.
O empresário diz esperar que as desonerações deixem de ser pontuais. De acordo com ele, apesar de terem impactado pouco no PIB, elas evitaram que a indústria brasileira despencasse nos últimos anos. "Espero que essa experiência abra caminho para uma desoneração de fato da indústria brasileira, aumentando nossa competitividade", afirma.
O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, também concorda com o estudo. "Para desenvolver a indústria brasileira, o governo precisa incentivá-la de forma universal. Priorizar um segmento é uma medida que fomenta a concorrência desleal", declara.
Ele ressalta a forte concorrência dos produtos estrangeiros, principalmente nos segmentos de tecnologia intensiva, como a produção de material eletroeletrônico e químico. "Toda a indústria precisa de desoneração. Com isso, todo mundo ganha, inclusive o comércio. Se a indústria pode vender mais barato, o comércio pode ter margem maior", avalia. (N.B.)

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