Curitiba - O Departamento Nacional de Infra-estrutura em Transportes (Dnit) deve investir R$ 4,8 milhões para a conclusão, ainda este ano, de obras rodoviárias que estão sendo reivindicadas por entidades representativas dos setores econômicos do Estado. Entre elas, estão a pavimentação da Estrada da Boiadeira (BR-487), que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul; as ligações rodoviárias entre Francisco Alves e Goioerê, na BR-272; e de Ipiranga a Prudentópolis, na região central do Estado; e as duplicações entre Ventania e Tibagi; e do trecho da BR-469, em Foz do Iguaçu.
Já as obras ferroviárias, de acordo com o superintendente Regional do Dnit, David Gouvêia, estão em sua maioria na fase de projetos. É o caso da construção de uma nova ferrovia ligando Curitiba a Paranaguá, a implantação de um novo trecho ferroviário entre Guarapuava e Ponta Grossa; dos ramais ferroviários entre Cascavel e Guaíra e entre Cascavel e Foz do Iguaçu; e a construção do Contorno ferroviário de Curitiba, cujo objetivo é retirar o movimento de trens do perímetro urbano.
Um panorama sobre a situação das obras no Estado foi apresentado esta semana pelo Dnit a representantes de entidades participantes do Fórum pela Democracia. O objetivo do grupo, com a reunião, é engrossar um movimento de pressão ao Governo Federal para obtenção de recursos para obras consideradas de maior necessidade ao Estado.
Um primeiro passo nesse sentido foi dado no dia 28 de agosto, quando o movimento buscou apoio do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo Silva. Na ocasião, o grupo entregou um documento com 22 reivindicações para o Orçamento da União de 2007, sendo 11 delas consideradas prioritárias, em função de seus baixos custos, curto espaço de tempo necessário para serem realizadas, e a relação custo/benefício.
Jonel Chede, presidente do Movimento Pró-Paraná, entidade que faz parte do fórum, aproveitou para cobrar uma das reivindicações antigas do setor: a duplicação da rodovia Régis Bittencourt, trecho da BR-116 que liga Curitiba a São Paulo. ''Obra, para terminar, tem que ter inauguração. Então vamos marcar uma data de inauguração para a estrada Curitiba-São Paulo?'', desafiou.
Gouvêia preferiu não apostar em prazos. De acordo com ele, no lado paranaense falta duplicar apenas um trecho de 800 metros, onde há necesidade de obras de contenção, mas a previsão é que o trabalho seja concluído até fevereiro. Mas há, ainda, um embróglio jurídico ambiental referente à duplicação da estrada na região da Serra do Cafezal.

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