Entidades articulam ações para implantação do projeto
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, nitidamente se empolga ao falar do Arco Norte. Juntamente com a Sociedade Rural do Paraná, a Acil vem encabeçando as ações da sociedade civil em torno do maior projeto de desenvolvimento econômico do interior do Paraná.
''O sentido de desenvolvimento do projeto é da qualidade de vida. Hoje, o que mais causa impacto ao meio ambiente é a baixa qualidade de vida do cidadão. Estamos avançando muito nisso, não é mais aquele 'modelo Cubatão' de desenvolvimento'', afirma. Perguntado sobre as chances, de 0 a 100, do projeto se tornar realidade, ele não titubeia. ''É 100%, se cada um fizer a sua parte.''
Benvenho explica que as articulações estão avançando em dois níveis: privado e público. O desafio, segundo ele, é que as duas linhas avancem de forma harmônica.''Um projeto dessa magnitude não pode ficar na mão das prefeituras, porque daqui a alguns anos haverá troca de poder. A sociedade civil tem a obrigação de ser a guardiã desse processo.''
Para o presidente da Acil, além da sustentabilidade, outro eixo fundamental do Arco Norte é a criação de logística para movimentação da produção local. ''Hoje se fala muito na localização estratégica do Norte do Paraná. Mas o que significa isso, se toda a exportação tem que passar pelos portos de Santos e Paranaguá, com pedágio e centenas de quilômetros pelo caminho?'', ele questiona. ''Temos que reverter isso. No passado, portos, ferrovias e rodovias foram as grandes alavancas de desenvolvimento; no futuro, serão os aeroportos.''
Abrangência
O diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Marcelo Mafra, explica que o raio primário de abrangência de um aeroporto de cargas é de 200 km. Isso significa que qualquer empresa desta região terá condições especiais de transporte e logística. A área incluída no raio primário atinge aproximadamente 4,5 milhões de pessoas.
''Em duas horas, qualquer produto da região chega ao aeroporto e, em mais 12 horas, a qualquer lugar do planeta'', detalha Mafra. ''É um projeto importantíssimo, mas tem prazo de validade limitado. As ações devem ser rápidas e coordenadas.''
De acordo com o diretor da Codel, o modelo de aeroporto previsto para o Arco Norte é comum em países de primeiro mundo, mas ainda inédito no Brasil. Mafra revela que na primeira quinzena de junho deve ser realizada uma reunião com todos os prefeitos da região para impulsionar as ações. (F.C.)





