O presidente do Crea-Pr, Álvaro José Cabrini Júnior, diz que estaria impossibilitado de exercer a fiscalização nas 370 mil propriedades, no tocante a aplicação de agrotóxicos, diante da ação do Ministério Público Federal. Segundo ele, a ação da entidade é fiscalizar e punir a má conduta de profissionais conhecidos por ''assinadores de receitas''. Através de processo interno, o profissional autuado passa por uma sindicância e pode até ter seu registro cassado. Cabrini informa que três profissionais foram punidos nos últimos anos.
Depois de enviar os documentos do MPF à reportagem, Cabrini explicou que a ação federal o impede de multar o proprietário e agir contra os maus profissionais. Antes de falar do MPF, ele afirmava que havia fiscalização por amostragem no campo. Depois de ser indagado quais os locais onde teriam acontecido tais fiscalizações, Cabrini resolveu citar o MPF.
Ele acrescentou que possui uma outra ação do Ministério Público Estadual do Meio Ambiente, que o autoriza a fiscalizar e multar. ''Como a lei federal se sobrepõe a estadual, tenho que obedecer ao que determina a Justiça Federal'', explica.(E.P.F.)

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