Rio - O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que apontou um crescimento de 0,2% das vendas do comércio varejista em fevereiro sobre janeiro, veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde uma queda de 2,80% a uma alta de 1,00%, com mediana positiva de 0,30%.
Na comparação com fevereiro de 2013, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo cresceram 8,5% em fevereiro deste ano. Nessa comparação, as projeções variavam de expansão de 4,40% a 10,20%, com mediana de 8,30%. Até fevereiro, as vendas do varejo restrito acumulam altas de 7,4% no ano e de 5,0% nos últimos 12 meses.
Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas diminuíram 1,6% em fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam desde queda de 3,20% a alta de 1,00%, com mediana negativa de 1,20%.
Na comparação com fevereiro de 2013, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado cresceram 8,4% em fevereiro deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de um aumento de 4,60% a 9,90%, com mediana de 6,35%. Até fevereiro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam altas de 6,5% no ano e de 3,9% nos últimos 12 meses.

Projeção
O resultado da pesquisa fez a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgar que irá revisar para baixo sua projeção para o crescimento do volume de vendas no varejo em 2014. Hoje a estimativa está "ao redor" de 5,5% e deverá ser reduzida para 5% com viés de baixa, informou a economista Juliana Serapio.
Se confirmada a mudança, a CNC retomará a previsão inicial (5,0%), elevada em março diante do resultado das vendas do comércio em janeiro. Entre outros pontos que devem justificar a revisão, a economista da CNC menciona a queda de 7,6% nas vendas de veículos em fevereiro, a mais intensa desde setembro de 2012.
Juliana destaca que o elevado nível de endividamento atual, o encarecimento do crédito pela alta da taxa básica de juros (Selic, hoje em 11% ao ano) e a queda na intenção de consumo de bens duráveis são indicativos de que as vendas no varejo devem seguir perdendo força.

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