Curitiba- A Associação Comercial e Industrial de Paranaguá (Aciap) realizou ontem uma reunião para discutir o problema das balanças no Porto de Paranaguá. Um levantamento realizado pela associação nos últimos dois meses, apontou que a média de diferença de peso das cargas é de 0,4% para menos. Mas, segundo matéria publicada pela Folha na semana passada, alguns importadores de soja brasileira reclamaram que as cargas com origem do Porto de Paranaguá estão chegando aos destinos com volumes inferiores, com uma diferença de até 1,2% a menos. O limite máximo permitido é de 0,5%.
O coordenador da Câmara Setorial de Terminais da Aciap, José Silvio Gori, disse que o levantamento realizado nos últimos dois meses foi uma forma de prevenção, ou seja, para evitar este tipo de diferenças. Ele explicou que a diferença ocorre entre a arqueação ou draft (medição que é feita no navio) e a medição realizada pelas balanças dos terminais portuários, em terra.
''Os terminais tomaram medidas para evitar as diferenças. Existe um caso ou outro com problemas nos navios. Nestes dois meses que estamos acompanhando navio por navio e os terminais, houve sensível melhora'', disse. Segundo ele, quando há reclamação por parte do importador, gera uma imagem negativa para o porto. Ele afirmou não ter conhecimento da reclamação dos importadores de soja que apontaram uma diferença para menos de 1,2%.
Participaram da reunião ontem representantes de terminais portuários, da Aciap, da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e das certificadoras de peso.
Alguns importadores chineses detectaram que o limite máximo de 0,5% na diferença de volume tem sido sistematicamente utilizado pelos 12 terminais que operam no porto de Paranaguá. Dessa forma, existem suspeitas de que os navios já são carregados com o volume inferior ainda na origem.
Essa não é a primeira vez que o porto de Paranaguá enfrenta problemas no peso das cargas. Há cerca de cinco anos, as diferenças nos volumes embarcados e auferidos nas balanças foram alvo de inúmeras críticas dos compradores internacionais.

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