Londrina está quase perdendo a oportunidade de sediar em 2016 o Congresso Mundial de Citricultura. A cidade havia sido escolhida como sede há quatro anos, mas até hoje não viabilizou um local adequado para receber os dois mil delegados que vêm dos quatro cantos do planeta.
Para evitar esse tipo de problema, o Londrina Convention & Visitors Bureau quer urgentemente contratar uma empresa para realizar o estudo de viabilidade de um Centro de Convenções para a cidade. ''Fizemos orçamentos com várias empresas no Brasil e no exterior e os valores variam de R$ 60 mil a R$ 280 mil'', explica o gestor do Londrina Convention, Diego Menão.
A entidade tem uma meta ambiciosa: escolher a empresa, fazer o estudo de viabilidade ainda no primeiro semestre deste ano e ter a obra pronta até o final de 2013. ''Precisamos de um centro versátil, modular, para eventos grandes e pequenos, com salas para congressos e pavilhão para exposição'', conta.
O gestor diz que o estudo será bancado pela iniciativa privada. ''Temos entidades comprometidas como a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), a Abrasel (Associação de Bares e Restaurantes), o Londrina Convention e várias outras'', garante.
O custo estimado da obra só será conhecido após o estudo de viabilidade. No entanto, ele acredita que irá ultrapassar os R$ 5 milhões. A ideia é buscar investidores interessados no empreendimento.
Segundo o gestor, com um bom Centro de Convenções, a cidade entraria no clube dos 10 principais destinos de turismo de eventos do País. Atualmente, Londrina compete nesta área com municípios como Uberlândia (MG), Goiânia (GO), Joivinville e Florianópolis (SC), e Ribeirão Preto (SP). Dessas, somente a última ainda não tem local apropriado para abrigar grandes eventos, mas, de acordo com ele, está construindo.
O empresário Bruno Veronesi, da Veronesi Hotelaria, diz que o setor hoteleiro irá contribuir para a contratação do estudo de viabilidade. ''É de interesse direto dos hotéis, bem como de todo o comércio'', afirma. Ele ressalta que os eventos movimentam 52 segmentos da economia. ''São restaurantes, bares, farmácias, táxis e muitos outros'', explica Veronesi.
Com seus 6,6 mil leitos de hotéis, o empresário garante que a cidade está preparada para receber eventos maiores. Proporcionalmente, Londrina tem uma das maiores redes hoteleiras do País. Só como exemplo, há um leito para cada grupo de 73 habitantes. Em Curitiba, esta relação é de um leito para 104 habitantes e, em Maringá, um para 116. São Paulo e Rio de Janeiro têm um leito para 177 e 189 habitantes, respectivamente. ''Temos hotéis e leitos suficientes. Falta um centro de convenções para atrair os eventos'', salienta.
Lamento
Embaixador do Congresso Mundial de Citricultura, o pesquisador do Iapar, Eduardo Fermino, lamenta a transferência do evento para outra cidade. ''O Congresso é parecido com uma Olimpíada. A sede é escolhida com 8 anos de antecedência para dar tempo de preparar tudo. Mas quatro anos depois da escolha de Londrina, ainda não temos um local adequado. Quem perde é a cidade'', ressalta.
Questionado se ainda existe a possibilidade de o Congresso ser mantido em Londrina, ele responde: ''Só se você me garantisse que o Centro de Convenções estará pronto até o fim deste ano. Como isso não vai acontecer...''

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