Sem a esperada presença da presidente Dilma Rousseff, o 18º Salão Internacional do Transporte (Fenatran) começou ontem e vai até sexta-feira no Anhembi, em São Paulo. Realizado a cada dois anos, o evento é considerado um dos cinco maiores do mundo na área de transporte. Com 365 expositores de 15 países, a feira conta com a presença de todos os fabricantes e importadores de caminhões no País, além de implementadores e outras empresas.
Na abertura da feira, o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), Flávio Benatti, comemorou o bom momento do setor. De janeiro a setembro deste ano, foram emplacados 130 mil caminhões zero quilômetro, um crescimento de 16% na comparação com o ano passado.
Ele também ressaltou a presença na Fenatran dos primeiros veículos com motores Euro 5, que reduzem a emissão de poluentes. Mas lamentou a falta de um programa nacional de ''reciclagem'' dos velhos caminhões. ''Temos uma frota velha. São cerca de 270 mil caminhões que estão em circulação há mais de 30 anos e outros mais de 600 mil com mais de 20 anos. São veículos com tecnologia totalmente ultrapassada que agridem o meio ambiente'', ressaltou.
A NTC&Logística defende que, a cada novo caminhão vendido, um antigo (com mais de 20 anos de uso) seja retirado de circulação. Mas ao contrário de outros países, o governo brasileiro ainda não tem nenhum projeto para tentar resolver o problema. Além da associação nacional dos transportadores, a Fenatran é uma iniciativa da associação das montadoras (Anfavea) e das implementadoras (Anfir). (N.B.)

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