Gestor ambiental da ONG MAE, Gustavo Góes preferiu não comentar o pedido de condenação da entidade por litigância de má-fé feito pela Prefeitura. Mas, disse não ser verdade que a definição do plano de manejo e da zona de amortecimento da Mata dos Godoy ocorreu sem participação popular. "Além da população, a própria Prefeitura participou do processo. Tanto é que escreveu um capítulo do plano de manejo", ressalta. De fato, o item 1.5.1, que fica na página 63 do documento, trata da "Ação da Prefeitura na zona de amortecimento do parque e no município".
Questionado sobre o fato de que parte da área já era urbana ou de expansão urbana no plano diretor de 1998 e, portanto, antes da portaria do IAP, Góes respondeu que ainda está lendo a contestação. A ONG tem até dia 29 para apresentar sua manifestação no processo.
Antes de entrar com a ação contra o Município, a entidade diz que alertou que o novo plano diretor ia contra as leis federais e estaduais e poderia prejudicar a Mata dos Godoy. Mas, de acordo com a ONG, as leis do perímetro urbano e de uso e ocupação do solo, que integram o plano, invadiram "áreas de amortecimento da principal reserva de Mata Atlântica do Norte do Paraná". (N.B.)

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