Entidade é contrária à diferenciação para pagamentos
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) é contrária à diferenciação no preço de bens e serviços para pagamento no cartão de crédito ou em dinheiro em espécie. "A experiência em outros países não foi benéfica para o consumidor nem para o mercado", afirmou o presidente da entidade, Marcelo Noronha.
Ele lembrou que a mudança atrapalha a formalização da economia, já que o cartão emite notas para pagamento e recebimento. Disse ainda que o cartão de crédito é um meio de financiamento para o consumidor.
O consultor da Associação Comercial do Paraná (ACP) Claudio Shimoyama vê como quase nula a diferenciação, em discussão no Congresso Nacional. "Até por questão de segurança, vai crescer o uso do cartão", diz.
Lojistas de Londrina também veem uma tendência maior do uso de cartões. Responsável pelas operações de caixa do Descontão, Simone Maria Vieira afirma que chega a finalizar pagamentos de até R$ 2 pelo cartão. "É mais seguro no cartão e, em relação ao crediário, é possível parcelar em mais vezes e com juros menores", diz, ao lembrar que a empresa absorve custos porque negocia produtos de baixo valor. O gerente da loja, Antonio Verza Filho, explica que a operadora do crediário cobra 10% sobre a venda e parcela em quatro vezes, enquanto a de cartão de crédito é de 2,5% a 5,0% e em até seis meses.
Entre os consumidores, a possível diferenciação não atrai a todos. O assistente de palco Carlos Roberto Bandolin prefere não andar com dinheiro na rua. "Hoje uso quase sempre o cartão de débito, mas já vi que vou precisar do de crédito para fazer parcelamentos." (F.G./Com Agência Estado)





