Uma organização não governamental (ONG) mantida por entidades representativas da indústria de alimentos está contestando o Guia do Consumidor divulgado pelo Greenpeace. O guia classifica como transgênicos ou não-transgênicos vários produtos industrializados disponíveis no mercado.
De acordo com Patrícia Fukuma, presidente do Instituto Brasileiro de Educação para o Consumo de Alimentos e Congêneres (IBCA), a entidade questiona a metodologia utilizada pela organização ambientalista para classificar os alimentos. Segundo ela, o critério usado para a elaboração da lista é o simples envio de uma correspondência às empresas. ''Aquelas que não responderam tiveram seu produtos colocados na lista vermelha'', criticou.
Para o IBCA, a maneira correta para se detectar a presença de um organismo geneticamente modificado em produtos alimentícios é a realização de análises laboratoriais. ''Os produtos relacionados na lista vermelha do Greenpeace não foram submetidos a esses exames'', afirmou.
O IBCA é favorável à rotulagem dos produtos que contenham OGMs, dentro dos critérios estabelecidos em legislação de âmbito federal. De acordo com Patrícia, o instituto defende o direito do consumidor de ser informado sobre esta característica do produto, ''porém entende que isto deve ser feito com responsabilidade e sempre pautado em informações verdadeiras e passíveis de comprovação, caso contrário, trata-se de desinformação.''

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